segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Terapia Familiar



A terapia familiar surgiu na década de 50, revolucionando a psicologia, visto que seu objetivo, ao contrário da terapia individual é tratar o conjunto, nesse caso, a família. O desenvolvimento desse método terapêutico se deu nas décadas de 60, 70 e 80.


O chamado “choque de gerações” é tapar o sol com a peneira, ou seja, não admitir a real dimensão dos problemas. De fato, as diferenças existentes podem desencadear uma série de conflitos, que muitas vezes são responsáveis por distanciar pais e filhos, fisicamente, mas, principalmente emocionalmente.

Dependência química é outro fator que leva muitas famílias a procuraram ajuda profissional. A doença degrada a relação familiar, causando o isolamento emocional e físico. Estudos apontam essa metodologia como uma importante ferramenta para auxiliar o tratamento de transtornos alimentares e de humor.

Muitas pessoas relutam em procurar ajuda de um psicólogo. Acreditam que fazer terapia é coisa de gente maluca, ou que não tem nada para fazer. Mas, convidamos você a responder essas questões:

Você e os demais integrantes da sua família ficam tristes e com raiva constantemente?

Refeições em família, ou qualquer outra situação que leve a estar na companhia dela causam irritação?

Alguma situação traumática não sai da cabeça?

Você os outros membros da família constantemente se queixam de dores musculares, mesmo sem a prática de exercícios físicos?

Existe uso de bebidas, cigarro e demais drogas?

Responda essas perguntas. Reflita sobre as respostas e trace um panorama sobre o relacionamento familiar, você pode se surpreender.



Fonte: eu sem fronteiras

sábado, 8 de junho de 2019

Dependência emocional no relacionamentos


Relações Abusivas






Raiva, rancor, ciúmes, controle, manipulação, brigas e reconciliações, são algumas das manifestações que ocorrem em relações de dependência afetiva. A relação amorosa dependente é uma relação de mão dupla em que ambos os parceiros sofrem. Um é dependente do parceiro e o outro da relação.
O indivíduo depende da opinião do outro para tomar decisões, precisa de sua aprovação até para se vestir, enquanto o parceiro sente-se lisonjeado por ter alguém ao seu lado que “precise” tanto de seu auxílio.
Uma relação assim pode parecer perfeita mas, enquanto de um lado um indivíduo dependente torna-se cada vez mais dependente tem sua autoestima rebaixada e pode apresentar sintomas como tristeza, sentimento de menos valia; do outro, o outro parceiro pode sentir-se frustrado por não atender as expectativas e demandas emocionais do par e, apresentar sintomas também como, sentir-se sufocado numa relação de muitas exigências e cobranças, haja vista que o dependente emocional é uma pessoa muito carente que se apega muito fácil a gestos de carinho e tende a repetir esse padrão, como uma sabotagem, sai de um relacionamento destrutivo e logo entra em outro.

O problema em questão apresenta as seguintes características
1. Sinais de abstinência – quando o (a) parceiro (a) se ausenta ou diante de ameaça de abandono.
2. Os cuidados são excessivos em relação ao parceiro – ao ponto do parceiro se queixar dos excessos.
3. Atitudes para controlar o comportamento de cuidados excessivos são malsucedidas.
4. Controle excessivo com relação às atividades do parceiro (a).
5. Abandono dos próprios interesses para cuidar e viver a vida do parceiro (a).
6. O relacionamento é mantido apesar dos problemas causados pela dependência emocional.


A dependencia emocional é uma relação de mão dupla, os homens também sofrem na relação por não saberem lidar com seus sentimentos  que os levam à escolhas erradas e comportamentos disfuncionais. Não são raros os casos de homens que buscam ajuda para se tratarem e se ajustarem dentro da relação e, algumas vezes, até, por estarem convivedo com mulheres opressoras e manipuladoras  que os fazem sofrer também.


(Graciela Comparin)

quinta-feira, 14 de junho de 2018

CUIDANDO DO CUIDADOR







Familiar cuidador cuide-se e evite adoecer também.

Porque é tão importante o apoio à família do paciente crônico


O paciente crônico necessita de cuidados intensivos e, por vezes, quem os presta é a a família ou um familiar que se torna cuidador de forma intuitiva.
O tratamento de uma enfermidade e sua evolução causam profundas alterações na rotina familiar e sobrecarga emocional a todos os seus membros. Impõe-se a necessidade de programar medidas de apoio tanto para o doente quanto para a família.
Entre as doenças crônicas de maior sofrimento para a família está o Alzheimer, doença neurodegenerativa que ataca o cérebro causando perda gradual e irreversível de neurônios, fazendo com que a pessoa sofra gradativamente de perda das funções cognitivas, principalmente memória. Com a evolução da doença as mudanças vão se tornando cada vez mais visíveis e o familiar pode ser invadido por um turbilhão de emoções como: sentimentos de raiva, tristeza, angústia, medo, culpa e depressão, devido também a sua impotência diante desta situação. O familiar é sobrecarregado com a responsabilidade dos cuidados de seu parente (pai, mãe, avós) não só no caso do Alzheimer, mas em caso de outras demências e também doenças incapacitantes.
A fadiga, o estresse, o excesso de responsabilidade e preocupação são fatores de adoecimento desse indivíduo que se dedica aos cuidados de seu familiar é muito importante que tenha um espaço para o seu cuidado físico e mental.
Oferecemos psicoterapia de apoio para o familiar cuidador. Não espere adoecer também.


domingo, 16 de outubro de 2016

DEPRESSÃO NO IDOSO


A conhecida relação entre sintomas depressivos e idade avançada sempre tem gerado numerosos estudos. A maioria desses estudos aborda a polêmica sobre o fato da depressão no idoso ser considerada, ou não, um tipo diferente das demais depressões. Esse debate inicialmente se concentrou sobre a idade do paciente idoso que sofria de depressão, interessava saber se a depressão era senil, involutiva, pré-senil, etc.
Posteriormente, enfocou-se as comparações da idade dos pacientes quando se iniciou a depressão. Nesse caso enfatizava-se antecedentes depressivos, episódios depressivos ou distimia (alteração de humor) na história pregressa do paciente. Neste caso pretendia-se saber se a depressão era, de fato, senil ou era uma depressão antiga apresentando mais um episódio agudo no idoso.
Os argumentos que sustentam ser a depressão no idoso um tipo diferente da depressão de outras faixas etárias se apóiam nas diferenças de sintomatologia. Nos idosos, por exemplo, a depressão se apresentaria com sintomas somáticos ou hipocondríacos mais frequentes, haveria menos antecedentes familiares de depressão e pior resposta ao tratamento. Apesar disso, a tendência atual é não estabelecer diferenças marcantes entre a depressão da idade tardia e a depressão dos adultos mais jovens. De fato, o que teria de diferente nos idosos seria, não a depressão em si, mas as circunstâncias existenciais específicas da idade.
Do ponto de vista vivencial, o idoso está numa situação de perdas continuadas; a diminuição do suporte sócio-familiar, a perda do status ocupacional e econômico, o declínio físico continuado, a maior frequência de doenças físicas e a incapacidade pragmática crescente compõem o elenco de perdas suficientes para um expressivo rebaixamento do humor. Também do ponto de vista biológico, na idade avançada é mais frequente o aparecimento de fenômenos degenerativos ou doenças físicas capazes de produzir sintomatologia depressiva. Assim sendo, embora os fatores biopsicossociais agravantes possam estar associados ao rebaixamento do humor na idade avançada, eles podem gerar confusão a respeito das características clínicas da depressão nessa idade. Os clássicos conceitos de depressão reativa, depressão secundária e depressão endógena se confundem na depressão senil.

DEPRESSÃO REATIVA

(Reativa a alguma situação vivencial traumática)
De fato o idoso passa por uma condição existencial problemática e, muitas vezes, sofrível.

DEPRESSÃO SECUNDÁRIA
(Secundária à alguma condição orgânica)
De fato o idoso costuma desenvolver estados patológicos e degenerativos que facilitam o desenvolvimento da depressão.

DEPRESSÃO ENDÓGENA
(Endógena é constitucional, atrelada à personalidade)
Ora, de fato as pessoas com depressão endógena ou constitucional envelhecem e continuam depressivas. Como vemos no quadro acima, pelas condições existenciais a depressão do idoso bem que poderia ser, de fato, reativa. Poderia igualmente ser secundária às condições físicas do idoso e, finalmente, pelos eventuais antecedentes, poderia ser endógena. Nos adultos jovens esta confusão causal é menor, pois os aspectos do entorno existencial estão mais claramente definidos. A depressão nos idosos depende da interação entre fatores ambientais, constitucionais, biológicos e suporte social. Os eventos ambientais são representados pelas questões vitais negativas, como por exemplo perdas e limitações, podem funcionar como desencadeadores da depressão. Os elementos constitucionais são as propensões genéticas ao desenvolvimento da depressão, bem como os traços de personalidade de marcante ansiedade. A biologia do envelhecimento contribui para a eclosão da depressão através das doenças físicas e a consequente incapacitação, inclui-se aqui a chamada Depressão Vascular de início tardio, consequência das alterações da circulação cerebral. A ruptura de vínculos sociais, perda do espaço ocupacional, a diminuição do rendimento econômico, o isolamento são elementos do suporte social que favorecem a depressão. A incapacidade decorrente da senilidade, por exemplo, é um fator de risco importante a curto e longo prazo para o desenvolvimento da depressão nos idosos. O início da incapacidade gera considerável estresse e alterações negativas do estilo de vida. A imobilidade, a dor, ansiedade, necessidade de hospitalização demorada e reabilitação intensiva, aumentam de eventos vitais negativos (perdas de pessoas, materiais, sociais, ocupacionais), sensação de perda do controle sobre a própria vida, baixa autoestima, desmoralização, restrições das atividades sociais e relações interpessoais dificultadas são algumas dessas alterações, que podem precipitar o início da depressão. 

Uma velhice bem sucedida pode evitar a depressão!


Fonte:



SADOCK, Benjamin James. Compêndio de Psiquiatria- Ciência do Comportamento e Psiquiatria Clínica. 9ª  ed. Ed. Artmed. Porto Alegre.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Depressão e tratamento



“O tratamento farmacológico, apesar de prioritário, algumas vezes não é suficiente para uma recuperação completa (sintomática e funcional) do paciente. As abordagens psicossociais têm demonstrado cada vez mais sua eficácia na melhora destes fatores e na obtenção de uma melhor qualidade de vida ao longo do tratamento.” (Bio et. als., 2011)
O objetivo final do cuidado da pessoa deve ser sua reintegração à sociedade, por meio de uma vida produtiva, juntamente ao tratamento dos sintomas da doença.   Há de se verificar as suas estratégias de enfrentamento do problemas.
Muitas pessoas, diante de eventos traumáticos e estressantes, procuram o apoio profissional, enquanto outras enfatizam o problema ou a vitimização. A esta variedade individual de processamento da memória com relação ao fator estressor dá-se o nome de resiliência. As formas de enfrentamento de cada indivíduo se diferem individualmente, assim como  o conjunto das estratégias utilizadas para adaptação às circunstâncias adversas.
       A psicoterapia associada ao tratamento farmacológico tem se mostrado um importante recurso de enfretamento da doença e tende a favorecer a remissão dos sintomas e a prevenção de recaídas, tendo como objetivo a redução do sofrimento causado pelos episódios depressivos.
       Na prática clínica, percebe-se que a experiência mais problemática para os clientes é a sensação de estarem sendo dominados pela emoção e não saberem lidar com este sentimento. Muitas vezes adotam comportamentos problemáticos como: abuso de álcool e drogas, ruminações, autorecriminações, compulsação alimentar, responsabilização de outras pessoas, ou seja, estratégias autodestrutivas.
      Desenvolver habilidades de regulação emocional pode ajudar estas pessoas a aprender novas formas de pensamentos e comportamentos, por conseguinte novas reações, mais adequadas frente ao sofrimento.


(Graciela Comparin)


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

PROCRASTINAÇÃO





Voce procrastina?

Ou seja, adia seus compromissos e obrigações?

- Ah! tem tempo. Depois eu faço. Amanhã eu estudo. A prova é só na semana que vem.

E assim as coisas ficam para a última hora?

A procrastinação pode ser considerado comum ao ser humano mas também muito prejudicial quando acarreta danos ao bom funcionamento pessoal e profissional do indivíduo.

As causas podem ser psicologias ou fisiológicas.

Entre as causas psicológicas estão o estresse, a ansiedade, baixa auto-estima e outros sentimentos que desviam a atenção da pessoa impedindo-a de alcançar seus objetivos.

Quanto as causas fisiológicas estão as relacionadas às funções cerebrais responsáveis pela atenção, planejamento, controle de impulsos resultando em má organização.

Uma técnica para lidar com a procrastinação é a otimização do tempo para realização de uma tarefa. Divida o tempo em períodos de 25 minutos com 5 minutos de descanso. Ao final de 4 períodos de 25 minutos tenha 30 minutos de descanso e volte ao início para mais 3 períodos de tarefa e 1 de descanso.

A procrastinação pode, por vezes, ser um problema de saúde. Pode estar associada à depressão, ao déficit de atenção, podendo ser tratada com medicação e psicoterapia.



segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Síndrome de burnout ou estafa profissional







O burnout é um processo iniciado com excessivos e prolongados níveis de estresse no trabalho.

Os efeitos podem prejudicar o trabalhador em níveis individual, profissional e organizacional.

Burnout (do ingles to burn - queima), Sindrome de Burnout é a depressão precedida por um completo esgotamento físico, também denominada esgotamento profissional ou ocupacional,  assim definida pelo pasicanalista alemão Freudenberg nos anos 1970.

Entre os fatores de risco para a saúde do indivíduo estão: em primeiro lugar a depressão; em segundo lugar o estresse elevado associado à incapacidade por parte do indivíduo em lidar com esse estado (46%) e; em terceiro, os primeiros associados (147%), segundo dados da OMS (Organização Mundial de saúde)

Os autores constataram que indivíduos que trabalham em condições de muitas demandas psicológicas associadas a baixo poder de decisão tem maior prevalência de depressão quando comparados a trabalhadores não expostos a essa condição. (Mausner-Dorsch e Eaton, 2001)

O ambiente de trabalho quando negativo está associado ao burnout/depressão. Há indicações que situações estressantes de origem familiar e laboral são fatores de risco para o desenvolvimento de desordens relacionados ao estresse.
O burnout foi reconhecido como um risco ocupacional para profissões que envolvem cuidados com a saúde, educação e serviços humanos (Golembiewski, 1999; Maslach. 1998; Murofuse et al. 2005)

Ainda, os autores, consideram que as pressões na saúde mental mundial estão  se intensificando. De acordo com as Nações Unidas, o mundo será mais velho, mais populoso e mais pobre aproximadamente em 2050. Como as condições  ao seu redor criam tensão (estresse) e ansiedade, mais pessoas serão suscetíveis a transtornos mentais.

Segundo a OMS, “nossa saúde mental tem um impacto opressivo em nossas habilidades para funcionar e participar na sociedade. Temos de começar a  colocar mais de nossos recursos a favor da saúde mental”.

A prevenção ao estresse ocupacional vem sendo implantada, somente recentemente pelas empresas “devido à dificuldade de caracterização da interrelação entre os distúrbios psíquicos dos trabalhadores e as situações de trabalho” (GLINA, ROCHA, 2006).  Um programa de prevenção ao estresse pode gerar maior dinamismo, flexibilidade e inovação nas organizações, fazendo uso das potencialidades dos trabalhadores por meio da possibilidade de participação.

As empresas têm investido em programas “trabalho – vida pessoal”, ainda sem avaliação científica, apenas empírica, e  os resultados não têm sido consistentes.

Além disso, a falta de desenvolvimento de políticas relacionadas com os riscos e o estresse psicossocial do trabalho, faz com que seja difícil para que as empresas de qualquer tamanho implementem estratégias de controle eficazes para lidar com essas questões. (ILO, 2012)


(Graciela Comparin)