quinta-feira, 14 de junho de 2018

CUIDANDO DO CUIDADOR







Familiar cuidador cuide-se e evite adoecer também.

Porque é tão importante o apoio à família do paciente crônico


O paciente crônico necessita de cuidados intensivos e, por vezes, quem os presta é a a família ou um familiar que se torna cuidador de forma intuitiva.
O tratamento de uma enfermidade e sua evolução causam profundas alterações na rotina familiar e sobrecarga emocional a todos os seus membros. Impõe-se a necessidade de programar medidas de apoio tanto para o doente quanto para a família.
Entre as doenças crônicas de maior sofrimento para a família está o Alzheimer, doença neurodegenerativa que ataca o cérebro causando perda gradual e irreversível de neurônios, fazendo com que a pessoa sofra gradativamente de perda das funções cognitivas, principalmente memória. Com a evolução da doença as mudanças vão se tornando cada vez mais visíveis e o familiar pode ser invadido por um turbilhão de emoções como: sentimentos de raiva, tristeza, angústia, medo, culpa e depressão, devido também a sua impotência diante desta situação. O familiar é sobrecarregado com a responsabilidade dos cuidados de seu parente (pai, mãe, avós) não só no caso do Alzheimer, mas em caso de outras demências e também doenças incapacitantes.
A fadiga, o estresse, o excesso de responsabilidade e preocupação são fatores de adoecimento desse indivíduo que se dedica aos cuidados de seu familiar é muito importante que tenha um espaço para o seu cuidado físico e mental.
Oferecemos psicoterapia de apoio para o familiar cuidador. Não espere adoecer também.


domingo, 16 de outubro de 2016

DEPRESSÃO NO IDOSO


A conhecida relação entre sintomas depressivos e idade avançada sempre tem gerado numerosos estudos. A maioria desses estudos aborda a polêmica sobre o fato da depressão no idoso ser considerada, ou não, um tipo diferente das demais depressões. Esse debate inicialmente se concentrou sobre a idade do paciente idoso que sofria de depressão, interessava saber se a depressão era senil, involutiva, pré-senil, etc.
Posteriormente, enfocou-se as comparações da idade dos pacientes quando se iniciou a depressão. Nesse caso enfatizava-se antecedentes depressivos, episódios depressivos ou distimia (alteração de humor) na história pregressa do paciente. Neste caso pretendia-se saber se a depressão era, de fato, senil ou era uma depressão antiga apresentando mais um episódio agudo no idoso.
Os argumentos que sustentam ser a depressão no idoso um tipo diferente da depressão de outras faixas etárias se apóiam nas diferenças de sintomatologia. Nos idosos, por exemplo, a depressão se apresentaria com sintomas somáticos ou hipocondríacos mais frequentes, haveria menos antecedentes familiares de depressão e pior resposta ao tratamento. Apesar disso, a tendência atual é não estabelecer diferenças marcantes entre a depressão da idade tardia e a depressão dos adultos mais jovens. De fato, o que teria de diferente nos idosos seria, não a depressão em si, mas as circunstâncias existenciais específicas da idade.
Do ponto de vista vivencial, o idoso está numa situação de perdas continuadas; a diminuição do suporte sócio-familiar, a perda do status ocupacional e econômico, o declínio físico continuado, a maior frequência de doenças físicas e a incapacidade pragmática crescente compõem o elenco de perdas suficientes para um expressivo rebaixamento do humor. Também do ponto de vista biológico, na idade avançada é mais frequente o aparecimento de fenômenos degenerativos ou doenças físicas capazes de produzir sintomatologia depressiva. Assim sendo, embora os fatores biopsicossociais agravantes possam estar associados ao rebaixamento do humor na idade avançada, eles podem gerar confusão a respeito das características clínicas da depressão nessa idade. Os clássicos conceitos de depressão reativa, depressão secundária e depressão endógena se confundem na depressão senil.

DEPRESSÃO REATIVA

(Reativa a alguma situação vivencial traumática)
De fato o idoso passa por uma condição existencial problemática e, muitas vezes, sofrível.

DEPRESSÃO SECUNDÁRIA
(Secundária à alguma condição orgânica)
De fato o idoso costuma desenvolver estados patológicos e degenerativos que facilitam o desenvolvimento da depressão.

DEPRESSÃO ENDÓGENA
(Endógena é constitucional, atrelada à personalidade)
Ora, de fato as pessoas com depressão endógena ou constitucional envelhecem e continuam depressivas. Como vemos no quadro acima, pelas condições existenciais a depressão do idoso bem que poderia ser, de fato, reativa. Poderia igualmente ser secundária às condições físicas do idoso e, finalmente, pelos eventuais antecedentes, poderia ser endógena. Nos adultos jovens esta confusão causal é menor, pois os aspectos do entorno existencial estão mais claramente definidos. A depressão nos idosos depende da interação entre fatores ambientais, constitucionais, biológicos e suporte social. Os eventos ambientais são representados pelas questões vitais negativas, como por exemplo perdas e limitações, podem funcionar como desencadeadores da depressão. Os elementos constitucionais são as propensões genéticas ao desenvolvimento da depressão, bem como os traços de personalidade de marcante ansiedade. A biologia do envelhecimento contribui para a eclosão da depressão através das doenças físicas e a consequente incapacitação, inclui-se aqui a chamada Depressão Vascular de início tardio, consequência das alterações da circulação cerebral. A ruptura de vínculos sociais, perda do espaço ocupacional, a diminuição do rendimento econômico, o isolamento são elementos do suporte social que favorecem a depressão. A incapacidade decorrente da senilidade, por exemplo, é um fator de risco importante a curto e longo prazo para o desenvolvimento da depressão nos idosos. O início da incapacidade gera considerável estresse e alterações negativas do estilo de vida. A imobilidade, a dor, ansiedade, necessidade de hospitalização demorada e reabilitação intensiva, aumentam de eventos vitais negativos (perdas de pessoas, materiais, sociais, ocupacionais), sensação de perda do controle sobre a própria vida, baixa autoestima, desmoralização, restrições das atividades sociais e relações interpessoais dificultadas são algumas dessas alterações, que podem precipitar o início da depressão. 

Uma velhice bem sucedida pode evitar a depressão!


Fonte:



SADOCK, Benjamin James. Compêndio de Psiquiatria- Ciência do Comportamento e Psiquiatria Clínica. 9ª  ed. Ed. Artmed. Porto Alegre.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Depressão e tratamento



“O tratamento farmacológico, apesar de prioritário, algumas vezes não é suficiente para uma recuperação completa (sintomática e funcional) do paciente. As abordagens psicossociais têm demonstrado cada vez mais sua eficácia na melhora destes fatores e na obtenção de uma melhor qualidade de vida ao longo do tratamento.” (Bio et. als., 2011)
O objetivo final do cuidado da pessoa deve ser sua reintegração à sociedade, por meio de uma vida produtiva, juntamente ao tratamento dos sintomas da doença.   Há de se verificar as suas estratégias de enfrentamento do problemas.
Muitas pessoas, diante de eventos traumáticos e estressantes, procuram o apoio profissional, enquanto outras enfatizam o problema ou a vitimização. A esta variedade individual de processamento da memória com relação ao fator estressor dá-se o nome de resiliência. As formas de enfrentamento de cada indivíduo se diferem individualmente, assim como  o conjunto das estratégias utilizadas para adaptação às circunstâncias adversas.
       A psicoterapia associada ao tratamento farmacológico tem se mostrado um importante recurso de enfretamento da doença e tende a favorecer a remissão dos sintomas e a prevenção de recaídas, tendo como objetivo a redução do sofrimento causado pelos episódios depressivos.
       Na prática clínica, percebe-se que a experiência mais problemática para os clientes é a sensação de estarem sendo dominados pela emoção e não saberem lidar com este sentimento. Muitas vezes adotam comportamentos problemáticos como: abuso de álcool e drogas, ruminações, autorecriminações, compulsação alimentar, responsabilização de outras pessoas, ou seja, estratégias autodestrutivas.
      Desenvolver habilidades de regulação emocional pode ajudar estas pessoas a aprender novas formas de pensamentos e comportamentos, por conseguinte novas reações, mais adequadas frente ao sofrimento.


(Graciela Comparin)


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

PROCRASTINAÇÃO





Voce procrastina?

Ou seja, adia seus compromissos e obrigações?

- Ah! tem tempo. Depois eu faço. Amanhã eu estudo. A prova é só na semana que vem.

E assim as coisas ficam para a última hora?

A procrastinação pode ser considerado comum ao ser humano mas também muito prejudicial quando acarreta danos ao bom funcionamento pessoal e profissional do indivíduo.

As causas podem ser psicologias ou fisiológicas.

Entre as causas psicológicas estão o estresse, a ansiedade, baixa auto-estima e outros sentimentos que desviam a atenção da pessoa impedindo-a de alcançar seus objetivos.

Quanto as causas fisiológicas estão as relacionadas às funções cerebrais responsáveis pela atenção, planejamento, controle de impulsos resultando em má organização.

Uma técnica para lidar com a procrastinação é a otimização do tempo para realização de uma tarefa. Divida o tempo em períodos de 25 minutos com 5 minutos de descanso. Ao final de 4 períodos de 25 minutos tenha 30 minutos de descanso e volte ao início para mais 3 períodos de tarefa e 1 de descanso.

A procrastinação pode, por vezes, ser um problema de saúde. Pode estar associada à depressão, ao déficit de atenção, podendo ser tratada com medicação e psicoterapia.



segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Síndrome de burnout ou estafa profissional







O burnout é um processo iniciado com excessivos e prolongados níveis de estresse no trabalho.

Os efeitos podem prejudicar o trabalhador em níveis individual, profissional e organizacional.

Burnout (do ingles to burn - queima), Sindrome de Burnout é a depressão precedida por um completo esgotamento físico, também denominada esgotamento profissional ou ocupacional,  assim definida pelo pasicanalista alemão Freudenberg nos anos 1970.

Entre os fatores de risco para a saúde do indivíduo estão: em primeiro lugar a depressão; em segundo lugar o estresse elevado associado à incapacidade por parte do indivíduo em lidar com esse estado (46%) e; em terceiro, os primeiros associados (147%), segundo dados da OMS (Organização Mundial de saúde)

Os autores constataram que indivíduos que trabalham em condições de muitas demandas psicológicas associadas a baixo poder de decisão tem maior prevalência de depressão quando comparados a trabalhadores não expostos a essa condição. (Mausner-Dorsch e Eaton, 2001)

O ambiente de trabalho quando negativo está associado ao burnout/depressão. Há indicações que situações estressantes de origem familiar e laboral são fatores de risco para o desenvolvimento de desordens relacionados ao estresse.
O burnout foi reconhecido como um risco ocupacional para profissões que envolvem cuidados com a saúde, educação e serviços humanos (Golembiewski, 1999; Maslach. 1998; Murofuse et al. 2005)

Ainda, os autores, consideram que as pressões na saúde mental mundial estão  se intensificando. De acordo com as Nações Unidas, o mundo será mais velho, mais populoso e mais pobre aproximadamente em 2050. Como as condições  ao seu redor criam tensão (estresse) e ansiedade, mais pessoas serão suscetíveis a transtornos mentais.

Segundo a OMS, “nossa saúde mental tem um impacto opressivo em nossas habilidades para funcionar e participar na sociedade. Temos de começar a  colocar mais de nossos recursos a favor da saúde mental”.

A prevenção ao estresse ocupacional vem sendo implantada, somente recentemente pelas empresas “devido à dificuldade de caracterização da interrelação entre os distúrbios psíquicos dos trabalhadores e as situações de trabalho” (GLINA, ROCHA, 2006).  Um programa de prevenção ao estresse pode gerar maior dinamismo, flexibilidade e inovação nas organizações, fazendo uso das potencialidades dos trabalhadores por meio da possibilidade de participação.

As empresas têm investido em programas “trabalho – vida pessoal”, ainda sem avaliação científica, apenas empírica, e  os resultados não têm sido consistentes.

Além disso, a falta de desenvolvimento de políticas relacionadas com os riscos e o estresse psicossocial do trabalho, faz com que seja difícil para que as empresas de qualquer tamanho implementem estratégias de controle eficazes para lidar com essas questões. (ILO, 2012)


(Graciela Comparin)


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

TRABALHO E SAUDE MENTAL – UMA INTRODUÇÃO



As doenças laborais, síndromes e transtornos mentais relacionados ao trabalho sempre estiverem presentes no histórico da saúde do trabalhador. A partir dos novos modelos de gestão houve uma maior demanda por parte dos indivíduos, como aumento de ritmo de trabalho e de responsabilidades, polivalência, atividades antes não exercidas. Consequentemente houve, também, aumento de exigências físicas e mentais impostas pelo desempenho em seu trabalho, muitas vezes, além do que o sujeito suporta levando-o a rápida degeneração física e psicológica.
A saúde do trabalhador, tanto física quanto mental, está diretamente ligada ao ambiente laboral do indivíduo, onde se busca a realização pessoal através do trabalho. Quando esse trabalhador vê suas expectativas frustradas, após investimento de recursos físicos e afetivos, passa a ter uma sensação de despersonalização, exaustão emocional crônica e diminuição da capacidade de relacionar-se interpessoalmente, afetando significativamente a relação subjetiva com o labor. São várias as categorias profissionais afetadas por esta síndrome e entre elas algumas se destacam tais como professores, enfermeiros, policiais e funcionário públicos.
Segundo as estatísticas do INSS, os transtornos mentais ocupam a 3ª posição entre as causas de concessão de beneficio previdenciário como auxilio doença, afastamento do trabalho por mais de 15 dias e aposentadorias por invalidez (MINISTÉRIO DA SAÚDE DO BRASIL, 2001). Números estes apontados em levantamento realizado com base no trabalhado formal, ou seja, com anotação do contrato de trabalho na CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social).
Com o crescente aumento das doenças laborais e transtornos mentais relacionados ao trabalho tornou-se necessário aprofundamento nos estudos na área da Saúde do Trabalhador e uniformização de conceitos, havendo um enfoque, então, para os transtornos mentais, tratados pela Psicologia e Psiquiatria, como pode ser visto em trabalhos de Zanelli (2008), Glina (2013) e Sauter (2005).
Os estudos sobre esse tema se justificam, pelo grande número de pessoas que são acometidas pelas síndromes laborais, por causar grandes prejuízos aos trabalhadores, às instituições/empresas e à previdência social, bem como, corroborar a necessidade da inserção do psicólogo nas organizações com intuito de prevenção, promoção de saúde junto aos trabalhadores e identificação das doenças associadas ao trabalho.

A compreensão do trabalho como emprego, confere ao mesmo um sentido de caráter instrumental. Sem outras características que confiram sentido ao que é realizado, o trabalho se transforma em fonte de alienação, estranhamento e deterioração. .Nesse contexto, a satisfação e o prazer por meio do trabalho não existem. O indivíduo está sempre passível de ser, sob diversas formas, ameaçado no trabalho, seja pela repercussão de seu desempenho, seja pelo desemprego (CIMBALISTA, 2006).
Dado ao crescente aumento de transtornos mentais nas atividades laborais e às novas leis de proteção à saúde do trabalhador, surgem  nos campos da Psicologia e da Psiquiatria, novas especialidades  que, amparadas pelos conhecimentos da área da Saúde Mental e do Trabalho, vêm atender às necessidades dessa parcela da população, tais como psicólogo da saúde ocupacional.
No Brasil, segundo as estatísticas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), de 2001, os distúrbios psíquicos ocupam o terceiro lugar entre as causas de concessão de benefício Previdenciário, com afastamento do trabalho em tempo superior a 15 dias e de auxílio doença por invalidez (DUARTE, 2010).
O conceito de saúde também está vinculado a uma adaptação ativa à realidade e, qualidade de vida implica em satisfazer necessidades e alcançar expectativas. Como passamos no trabalho a maior parte de nossas vidas será da qualidade de suas condições que decorrerá uma vida melhor, com menos desgaste físico e emocional que, quando acentuados, podem levar à corrosão da dignidade e da vontade. As satisfações ou insatisfações provenientes do ambiente psicossocial do trabalho refletem na vida pessoal, ao mesmo tempo em que as realizações e problemas da vida pessoal refletem no trabalho. Gestores preocupados com valores humanos dignos assumem a responsabilidade de manter a saúde e o bem-estar da comunidade organizacional (ZANELLI, 2008).
Com o intuito de amenizar as formas de psicopatologização do trabalho, as empresas que empregam o modelo de prevenção, saindo do modelo biomédico, diminuem custos, tanto econômicos quanto operacionais para o empregador, e consequentemente oferecem maior qualidade nas condições de trabalho para o funcionário, diminuindo assim, o risco de adoecimento do trabalhador que pode resultar  no presenteísmo, o que muitas vezes pode ser mais preocupante do que o absenteísmo.


Os Transtornos mentais laborais são uma das consequências decorrentes das mudanças da pós-modernidade ocorridas no mundo do trabalho.
 Novas modalidades de organização do trabalho mais flexíveis, porém, não menos severas, impõe impacto ao aparelho psíquico refletindo sofrimento ao corpo físico.
Corpo e mente são rapidamente absorvidos por avanços tecnológicos, pela velocidade das transformações e informações, por esse mundo do trabalho que exige rápida e contínua adaptação onde, a cada mudança, a ideia anterior tornou-se obsoleta.

O adoecimento do trabalhador na ontemporaneidade necessita, ainda, de muitos estudos, devido a sua relevância e motilidade.  Por um lado as exigências da dinâmica organizacional, independente do modelo adotado, causando tensão ao trabalhador, em busca da excelência nos serviços e, por  outro,  a  expectativa do mesmo por prazer imediato, altos salários, status social, relações interpessoais perfeitas. O sucesso ou o fracasso do trabalhador determinará o desfecho desse impasse.

As medidas mais efetivas para amenizar os efeitos deletérios de longas jornadas de trabalho, tarefas estressantes e a busca incessante pela perfeição ainda giram em torno de mudanças no estilo de vida do trabalhador e  mudanças dentro das organizações, no sentido de melhorar as condições de trabalho permitindo ao indivíduo usufruir sua liberdade de escolha a fim de construir sua identidade, não apenas a partir de sua performance mas a partir de sua subjetividade.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

ABORDAGENS À PREVENÇÃO DO ESTRESSE NO TRABALHO



O estresse no trabalho é um padrão de reações psicológicas, emocionais, aspectos cognitivos e comportamentais resultante de exigências extremas da organização e do conteúdo e ambiente de trabalho. Quando as pessoas experimentam o estresse de trabalho, muitas vezes se sentem tensas e ansiosas e que não podem lidar com determinadas situações. Quando as reações de estresse persistem durante um longo período de tempo, podem causar danos permanentes e irreversíveis para a saúde, tais como fadiga crônica, problemas músculo-esqueléticos ou doenças cardiovasculares.  (ILO, 2012)

Segundo Sauter (2005) pesquisas nacionais nos EUA apontam para altos níveis de estresse ocupacional, onde os trabalhadores dizem que seus empregos são “frequentemente” ou “sempre” estressantes graças a práticas organizacionais que são apontadas como as principais causadoras de estresse, como políticas de emprego flexível, por exemplo, intervenções de redução de estresse dirigidas tanto, para os trabalhadores como para as organizações.  Ainda segundo o mesmo autor, pesquisadores analisam o que está sendo feito pelas organizações para reduzir o estresse do trabalhador, quais as intervenções mais eficazes, obstáculos enfrentados, mudanças que podem aumentar o risco de estresse, índices e custos (econômicos e de saúde – para a empresa e para o trabalhador. 


Devido à globalização e à evolução do trabalho, pessoas em países em desenvolvimento têm maior dificuldade em lidar com o estresse no trabalho. Segundo a OMS (2005), em países desenvolvidos, o trabalhador está mais familiarizado a altos níveis de estresse. (ILO, 2012)

A prevenção ao estresse ocupacional vem sendo implantada, somente recentemente pelas empresas “devido à dificuldade de caracterização da interrelação entre os distúrbios psíquicos dos trabalhadores e as situações de trabalho” (GLINA, ROCHA, 2006).  Um programa de prevenção ao estresse pode gerar maior dinamismo, flexibilidade e inovação nas organizações, fazendo uso das potencialidades dos trabalhadores por meio da possibilidade de participação.

As empresas têm investido em programas “trabalho – vida pessoal”, ainda sem avaliação científica, apenas empírica, e  os resultados não têm sido consistentes.


Além disso, a falta de desenvolvimento de políticas relacionadas com os riscos e o estresse psicossocial do trabalho, faz com que seja difícil para que as empresas de qualquer tamanho implementem estratégias de controle eficazes para lidar com essas questões. (ILO, 2012)