sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Como Cada Geração Aprende

 









A Fatec-SP divulgou um estudo em seu site, apresentando conclusões sobre os métodos de aprendizagem de cada geração. 

Vejamos os resultados:


Baby Boomers

Integrantes dessa geração possuem um raciocínio linear, focando na aprendizagem com início, meio e fim, semelhante à leitura de um livro. Por essa razão, preferem métodos tradicionais de ensino, como a leitura e seguir programas convencionais. Devido ao contato tardio com a internet, estabelecem uma relação de descoberta com as novas tecnologias. Valorizam o treinamento, especialmente relacionado à tecnologia.


Geração X

Essa geração adapta-se rapidamente às tecnologias. Utilizam recursos tecnológicos, mas valorizam o consumo de informação de forma híbrida, tanto online quanto offline. Priorizam a flexibilidade e a aprendizagem colaborativa, compartilhando conteúdos e envolvendo outras pessoas por meio de comentários.


Geração Y ou Millennials

Os Millennials estão familiarizados com o vasto fluxo de informações, consumindo dados com facilidade e rapidez, conforme aponta o estudo da Fatec-SP. Demonstram afinidade com a aprendizagem informal e possuem raciocínio linear. Valorizam treinamentos e apreciam programas de capacitação. Devido à exposição precoce aos videogames, estratégias gamificadas e o uso de jogos são métodos de aprendizagem eficazes para essa geração.


Geração Z

A Geração Z é caracterizada pelo consumo predominante de informações via smartphones, conforme destacado pela pesquisa da Fatec-SP. Esses indivíduos preferem conteúdos em vídeo (curtos), fotos e jogos. Aprendem de maneiras diversas, sendo multifocais e convergindo em diferentes plataformas. Uma diferença notável é o raciocínio não-linear, buscando informações por si mesmos na internet, com preferência por vídeos.

O estudo da Fatec-SP sugere estratégias educacionais para esta geração, como o Social Learning, um método informal baseado na troca de experiências e relacionamentos no ambiente de aprendizado ou trabalho. Além disso, são indicadas estratégias envolvendo realidade aumentada, realidade virtual, jogos e construção de conhecimento.


Geração Alfa

Esta geração está atualmente na Educação Básica e continuará nos próximos anos. Consumem informações em diversos canais, como on demand, vídeos, realidade virtual e aumentada, jogos, entre outros. Para eles, a aprendizagem é mais horizontal. Apesar de serem a geração com mais acesso a novas tecnologias, preferem a educação híbrida, combinando estratégias online e offline, com aplicação prática em situações do cotidiano. Assim como a Geração Z, apresentam um raciocínio não-linear e valorizam o ensino personalizado.

Um ponto crucial para estratégias de aprendizado é que consideram atividades mais tradicionais, como a leitura de textos, cansativas, e têm dificuldade de concentração. O estudo da Fatec-SP destaca que as tecnologias educacionais para essa geração devem favorecer simultaneamente os sentidos de audição, tato e visão. Embora as soluções mobile já estejam integradas à sua rotina, podem não ser suficientes, sendo necessário inovar para competir com as distrações, já que essa geração é ávida por novas mídias e tecnologias. Portanto, soluções que fogem do convencional e estimulam diversos sentidos são ideais.


As safras geracionais

 









Os eventos culturais, políticos e socioeconômicos influenciam a perspectiva e o comportamento das pessoas ao longo das diferentes épocas. Em cada período, as vivências são moldadas por esses acontecimentos, afetando a visão de mundo e os relacionamentos. Isso é fundamental para compreender as gerações, como a X, Y, Millennials, Z, Baby Boomers e Alfa. 

 Reconhecer as características específicas de cada geração, suas formas de pensar, agir e aprender em diversos contextos, facilita a interação e o entendimento entre os grupos geracionais.



Gerações X, Y, Z e Alfa


Comportamentos e Aprendizado


A evolução cultural, política e socioeconômica influencia a perspectiva e o comportamento ao longo das diferentes eras.

Cada período é definido por eventos culturais, políticos, sociais e econômicos que moldam o contexto de vida, a visão de mundo e as interações das pessoas nascidas e vivendo naquele momento. Essa ideia é a base para a classificação em gerações, como X, Y, Millennials, Z, Baby Boomers e Alfa. 


Mas você sabe quem pertence a cada uma?


Cada geração possui características distintas e aborda o pensamento, a ação, o aprendizado e o comportamento de maneiras específicas em diversos cenários. Compreender esses traços pode facilitar a interação e promover uma abordagem mais eficaz ao lidar com pessoas de diferentes grupos geracionais.


Gerações: Baby Boomers, X, Y (Millennials), Z e Alfa


A classificação das gerações em "safras" começou com os nascidos nos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial, entre 1946 e 1964, sendo denominados Baby Boomers, em referência ao aumento significativo de nascimentos pós-guerra. As demais denominações seguiram.


Apesar da falta de consenso, a maioria das referências sobre o tema segue a seguinte classificação:


Baby Boomers

Essa geração experimentou as notáveis transformações do pós-guerra. Geralmente criados com rigidez e disciplina, os Baby Boomers cresceram com foco e determinação, valorizando o trabalho, a família, a realização pessoal, a estabilidade financeira e a busca por melhores condições de vida.


Geração X

Sucessora dos Baby Boomers, esta geração vivenciou a Guerra Fria e foi impactada por movimentos culturais e sociais significativos, como Maio de 68, a onda hippie e a luta por direitos políticos e sociais. No Brasil, aqueles nascidos nessa época testemunharam a ditadura militar e seu declínio, além do desenvolvimento industrial e crescimento econômico. Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, valorizam o diploma formal, a capacitação e a estabilidade profissional.


Geração Y ou Millennials

Essa geração testemunhou a virada do milênio durante a infância ou adolescência. Reconhecida por sua criatividade e engajamento em causas sociais, ela não coloca como prioridades o trabalho exaustivo, a formação de uma família e a busca por estabilidade na carreira, ao contrário das gerações anteriores.


Acostumados com a tecnologia, os Millennials são multitarefas, impulsivos, competitivos, questionadores e aspiram a um rápido crescimento profissional e financeiro. Um estudo do Itaú BBA revela que os Millennials constituem a maior parte da população brasileira, representando 50% da força de trabalho no país.


Geração Z

Os jovens nascidos a partir de 1997, que estão entrando ou prestes a ingressar no mercado de trabalho, são nativos digitais. Convivem com a internet, mídias sociais e tecnologia desde o nascimento. São multifocais e aprendem de várias maneiras, utilizando múltiplas fontes e objetos de aprendizagem. Acompanham os acontecimentos em tempo real, comunicam-se intensamente por meios digitais e estão sempre online. Em termos de comportamento, tendem a se envolver em questões ambientais, sociais e identitárias.


Geração Alfa

Essa geração, ainda mais exposta à tecnologia e telas, é caracterizada por muitos estímulos e uma familiaridade com meios digitais para entretenimento e busca de informações. Requerem uma educação mais dinâmica, ativa, multiplataforma e personalizada. As crianças e jovens dessa geração destacam-se pela flexibilidade, autonomia e um potencial maior para inovar, buscando soluções colaborativas para problemas. Gostam de ser protagonistas, colocar a mão na massa e aprender com situações concretas.


terça-feira, 23 de agosto de 2022

Sobre mim




 


Após 25 anos de análise pessoal, já apaixonada pela psicologia resolvi me tornar psicóloga.


Tomei essa decisão com o objetivo de ajudar pessoas pois sentia necessidade de falar sobre autoconhecimento, traumas e emoções que nos levam a agir sem perceber, como se estivéssemos vivendo no “piloto automático”.


Ser psicóloga foi a forma que encontrei para falar sobre prevenção, da importância de se cuidar para não adoecer e de estar bem para poder cuidar de si e do outro.


Uso meu trabalho e minhas redes sociais para falar não só de doença mas, acima de tudo, falar de saúde, autoestima, afetividade, amor e qualidade de vida!

 

Especialista em Psicoterapia de Orientação Psicanalitica.

Pós graduação em psicoterapia de orientação analítica

Extensão em: Psicoterapia breve; Psicossomática; Psicofarmacologia; Psicanálise; Síndrome de Burnout; Terapia Familiar e de Casal e diversos cursos em Hipnose Clínica.

Atuo em diversas áreas do comportamento humano e suas fases,  relacionamentos, transtornos de humor, família, trabalho e estresse. Atendimento individual de jovens e adultos. Atendimento de casais com queixas de relacionamentos disfuncionais.

Diagnóstico,  prevenção  e tratamento de transtornos psíquicos, de personalidade e distúrbios emocionais.


Formação em:


Psicologia

1. 

2.  Pós Graduação em Psicoterapia de Orientação Analítica pela Universidade   Católica Dom Bosco

   Psicóloga formada pela Universidade Católica Dom Bosco –   UCDB

3.  Formação em Terapia Breve pelo Instituto Flávio Gikovate – São Paulo/SP.

4.  Extensão em Psicossomática – Universidade Católica Dom Bosco - UCDB

 

5.  Extensão em Transtorno Obsessivo Compulsivo - UCDB

6.  Extensão Síndrome de Burnout –  Universidade Católica Dom Bosco – UCDB

 

7. Estágio em Psicologia do Trabalho, Estresse e BurnoutUniversidade Católica Dom Bosco – UCDB     


 8.  Extensão em Terapia Cognitivo Comportamental (em andamento)


   

Hipnoterapia

1.  Hipnoterapeuta Certificada pela OMNI Hypnosis Training Center – OHTC

2. Hipnoterapeuta Conversacional pelo ACT Institute – Formação Internacional em Hipnose Ericksoniana. Sociedade Americana de Hipnose Clínica (ASCH).

3.  Membro da NGH – National Guild of Hypnotist – como Hipnoterapeuta Certificada

4.  Hipnoterapeuta Clínica certificação pelo Dave Elman Hipnosys Institute – DEHI. 

5.  Hipnoterapeuta Clínica em Tratamento para Vícios pelo Hi-Brain Institute de Belo Horizonte-MG.

6.   Hipnoterapeuta Conversacional certificação pelo Hi-Brain Institute de Belo Horizonte-MG.


domingo, 13 de junho de 2021

AFETOS – EMOÇÕES E SENTIMENTOS


 

AFETOS  

São mecanismos internos de sobrevivência. São mudanças no nosso estado interno coordenadas pelo cérebro em diálogo com o corpo para aumentar nossas chances de que nossas escolhas sejam biologicamente vantajosas.

Afetos são divididos em positivos e negativos.

Afetos positivos: aumentam nossas chances de nos aproximar do que é bom.

O prazer é um exemplo de afeto positivo. Quando se sente prazer o cérebro coordena mudanças no próprio cérebro e no resto do corpo que no farão ter uma maior probabilidade de identificar e se aproximar daquilo que é benéfico e vantajoso para nós. Lembrando que o que é vantajoso e benéfico hoje pode não ter sido para nossos ancestrais. Como já falei aqui, temos um cérebro primitivo vivendo em um mundo moderno.

Afetos negativos: fazem o oposto, e temos a tendência a dar ênfase a eles. E porquê? Por uma questão de sobrevivência.

Aumentam as chances de detectar aquilo que é ameaçador e nos afastam de situações que podem nos prejudicar.

É um grupo muito conhecido: medo, ansiedade. Culpa, vergonha, tristeza, raiva, nojo, sofrimento.

Em geral os afetos negativos têm uma característica subjetiva comum entre eles, é muito ruim senti-los e também comum evitá-los.

A ANSIEDADE, muda o foco e a atenção, faz com que fiquemos procurando ao redor por ameaças ou antecipando acontecimentos que estão por vir.

O NOJO nos mantém afastados daquilo que é nocivo ou infeccioso e o DESPREZO faz algo parecido só que em nossas relações. Nós desprezamos pessoas que podem ser tóxicas para nossas vidas.

O SOFRIMENTO nos faz evitar aquilo, aquele ou aqueles que nos fizeram sofrer.

A RAIVA é irmã do medo e nos faz querer evitar, e até agredir, aquilo que nos faz mal.

TRISTEZA, existem 2 explicações:

1.    A tristeza é um sinalizador que a pessoa precisa de ajuda (muito importante)

2.    Quando estamos tristes nos fechamos, adotamos uma postura reflexiva. Importante para fazer planos e estratégias de enfrentamento do que está por vir.

Todo afeto negativo tem papel dentro de uma afetiva vida equilibrada.

O afeto negativo é um sinal, uma luz amarela que se acende quando algo não vai bem.

Se alguma dessas luzes se acender fique atento, mas se acender uma luz vermelha procure ajuda.

domingo, 29 de dezembro de 2019

“A DEPRESSÃO E SUA RECUPERAÇÃO CLÍNICA E FUNCIONAL”



Graciela Comparin
Psicóloga, Campo Grande, MS.



Resumo

A depressão é um problema de saúde pública com a mais alta prevalência entre os transtornos mentais. Os aspectos crônicos e recorrentes do Transtorno Depressivo Maior afetam de modo negativo a vida do indivíduo, na dimensão dos seus relacionamentos, na vida familiar, profissional, social, afetiva, na redução da autoeficácia e da perspectiva negativa para o futuro .
O presente artigo se propõe a fazer uma revisão literária sobre o Transtorno Depressivo Maior, o seu histórico desde os  estudiosos da Grécia antiga até os dias de hoje, suas definições e classificações, os seus critérios diagnósticos atuais, os aspectos neurobiológicos e  genéticos, assim como seu tratamento e recuperação clínica e funcional.  
Palavras chave: depressão, recuperação clínica, recuperação      funcional.

Abstract

Depression is a public health problem of higher prevalence among mental disorders. Chronic and recurrent aspects of Major Depressive Disorder affect negatively the life of the individual, the size of their relationships, family life, professional, social, emotional, reducing self-efficacy and the negative outlook for the future.
This article aims to make a literature review on the Major Depressive Disorder, its history since the scholars of ancient Greece to the present day, their definitions and classifications, their current diagnostic criteria, the neurobiological and genetic aspects, as well as treatment and functional recovery.
Keywords: depression, clinical recovery, functional recovery.

Introdução

Estudos mais antigos sobre o tema depressão/melancolia não foram produzidos pela psiquiatria ou psicanálise, mas por filósofos e historiadores. Homero descreveu o sofrimento de Belerofonte perseguido pelos deuses, Aristóteles teorizou sobre o “espírito melancólico”, Demócrito, o filósofo “louco”, dissecava os animais para neles encontrar a causa da melancolia do mundo, 1 “essa forma de deploração perpétua sempre foi, ao mesmo tempo a expressão mais incandescente de uma rebeldia do pensamento e a manifestação de um desejo.” [*]
Na Antiguidade Grega, Hipócrates sustentava a teoria dos quatro humores corporais:  sangue, fleugmabílis amarela e bílis negra e o equilíbrio ou desequilíbrio dessas substâncias responsável pela saúde ou doença do indivíduo.  “A melancolia era explicada pela presença de uma quantidade excessiva e fortuita de bile negra no corpo, e entre os religiosos da Idade Média era reconhecida como um adoecimento espiritual.” 2
Em seu texto de 1917, Freud, fez um estudo comparativo entre luto e melancolia e, lançou uma afirmação sobre a origem da depressão, fazendo a articulação com um estado normal de luto, ou seja, o elo da depressão melancólica com a “nostalgia de algo que foi perdido (Freud, 1895)”. 3
 “Hoje a melancolia cede lugar à depressão. A psiquiatria introduziu o uso desta palavra que melhor se aplica a um estado de doença do que a romântica melancolia.” 4
Ao se buscar a distribuição nosográfica desenvolvida pela psiquiatria no que concerne aos quadros depressivos, podia-se perceber que sua delimitação se concentrava nos chamados Transtornos do Humor no antigo DSM-IV. Tal classificação subdividia-se em transtornos depressivos, episódios depressivos, transtorno distímico, transtorno ciclotímico e transtorno bipolar.
No atual DSM-V, os Transtornos Depressivos ganharam um capítulo e incluiram transtorno depressivo persistente, transtorno depressivo maior (incluindo episódio depressivo maior), transtorno disfórico pré-mestrual, transtorno disruptivo da regulação do humor, transtorno depressivo induzido por substância/medicamento, transtorno depressivo devido à condição médica, transtorno depressivo especificado e transtorno depressivo não especificado 5

Objetivos e fundamentação

Objetivo geral: aprofundar o estudo da depressão e a sua recuperação clínica e funcional.

Objetivos específicos:

1.      Revisar os atuais critérios diagnósticos da depressão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais,versão número 5 (DSM-V) e da Classificação Internacional de Doenças, versão número 10 (CID-10).
2.      Discutir os aspectos epidemiológicos e etiológicos da depressão.
3.      Aprofundar as nuances do tratamento multidisciplinar e da recuperação clínica e funcional da depressão.

Materiais e Métodos

Fez-se uma ampla revisão bibliográfica da literatura especializada, através de textos publicados entre os anos 1998 e 2015. Foram consultados livros e, também, periódicos selecionados através da busca nas bases de dados Medline, Lilacs e Scielo. Os descritores utilizados foram: transtorno depressivo maior, depressão e recuperação clínica e  funcional da depressão.
 Foram encontrados 37 artigos científicos, dos quais 32 foram excluídos do presente estudo, pois, apesar de abordarem sobre a depressão, não tratavam de temas relacionados ao tratamento  multidisciplinar, recuperação clínica e funcional da depressão.
Foram utilizados 5 artigos e 14 capítulos de livros. Os critérios de inclusão foram a associação entre os termos buscados e o Transtorno Depressivo Maior e formas de tratamento e enfrentamento. 


Resultados

De acordo com o DSM-V (2014), o TDM representa a condição clássica desse grupo de transtornos depressivos.” É caracterizado por episódios distintos de pelo menos duas semanas de duração, envolvendo alterações na cognição, afeto, funções neurovegetativas e remissões interepisódicas. O transtorno na maioria dos casos é recorrente, seu diagnóstico pode ser baseado em um único episódio, sendo diferenciado da tristeza e do luto normais. O luto leva a grande sofrimento mas não costuma desencadear um episódio de TDM. 5
Já em relação ao transtorno depressivo persistente, a distimia, pode ser diagnosticada quando o transtorno de humor persiste por pelo menos dois anos em adultos e um ano em crianças. Esta era anteriormente classificada no DSM-IV como transtorno depressivo crônico. 5

Critérios Diagnósticos do DSM-V
Cinco (ou mais) dos seguintes sintomas presentes durante o período de duas semanas, representando uma mudança em relação ao funcionamento anterior: humor  deprimido ou  perda de interesse ou prazer.
1.        Humor deprimido na maior parte do dia.
2.        Acentuada diminuição do interesse ou prazer em atividades na maior parte do dia.
3.        Perda ou ganho de peso sem dieta.
4.        Insônia ou hipersônia quase todos os dias.
5.        Agitação ou retardo psicomotor.
6.        Fadiga ou perda de energia.
7.        Sentimentos ou perda de inutilidade
8.        Capacidade diminuída para pensar ou se concentrar.
9.        Pensamentos recorrentes de morte.
                      

Características diagnósticas
Na prática clínica percebe-se que os mais comuns sinais e sintomas são fadiga, diminuição da energia, perda de interesse em atividades, retraimento social, alterações no apetite, podendo comer mais ou em menor quantidade.
Ainda se encontra sentimento de culpa e desvalia, avaliações negativas do próprio valor, ruminações a cerca de pequenos fracassos, autorrecriminação, prejuízo na capacidade de pensar, concentrar-se ou tomar decisões. Sofrimento ou prejuízo no funcionamento social/profissional do indivíduo.
Verificam-se muitas mudanças no desempenho funcional dos pacientes. A ansiedade, angústia, agitação psicomotora, irritabilidade, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, comportamento histriônico, exacerbação de  sintomas fóbicos ou hipocondríacos preexistentes são sintomas associados, que podem mascarar os sintomas específicos ou configurar depressões atípicas.
O indivíduo apresenta redução nos níveis de interesse ou desejo sexual, perturbações do sono podem ocorrer na forma de insônia ou hipersonia.  Alterações psicomotoras, como agitação ou retardo psicomotor, devem ser observáveis por outros, a anamnese objetiva, coletada com os familiares e amigos auxilia no diagnóstico e prognóstico da doença.
Os sintomas devem persistir na maior parte do dia, quase todos os dias, por pelo menos duas semanas consecutivas. São comuns, também, pensamentos sobre morte, ideação suicida ou tentativas de suicídio.5 Uma porcentagem significativa dos depressivos pensa em suicídio, “em dormir para sempre” ou mesmo que a vida não tem mais sentido. Há de se ter muita cautela e empatia para se distinguir ideias, planejamentos e tentativas de suicídio, a fim de não se incorrer em iatrogenias ou mesmo em negligência médica.

Epidemiologia
Estima-se a presença de depressão entre 3 a 5 % da população geral. Maior ou menor risco de depressão e a variação de sua prevalência estão associados a diferentes condições médicas e aos diversos fatores etiológicos. 6
Algumas doenças endocrinológicas ou cardíacas pode desencadear depressão, assim como, muitas drogas lícitas e ilícitas.
Segundo Teng et. al. (2005)* em populações clínicas este número aumenta, já que a depressão como comorbidade de doenças clínicas em ambulatório varia de 5 a 10% e é ainda maior para paciente internados, variando de 9 a 16%, sendo apenas 35 % destes adequadamente tratados. 6
Os estudos epidemiológicos da depressão podem ser influenciados por vieses científicos, como a não procura de atendimento médico por homens, o que difere das mulheres.

Genética
Os transtornos depressivos resultam de vários fatores diferentes, de condições complexas que incluem uma série de variáveis demográficas e estressores vitais e sociais, além de aspectos genéticos que aumentam a predisposição do indivíduo para a depressão. Interações desenvolvimentais entre esses eventos resultam em traços e construtos psicológicos que favorecem pensamentos depressogênicos.7 Mas isto não impede que muitos depressivos desconheçam a existência de parentes com esta doença.
Fatores independentes foram associados ao risco de depressão maior, como: dinâmica familiar, trauma, abuso, estresse, história familiar de psicopatologia e características de personalidade. Pesquisadores enfatizam a necessidade de uma abordagem multidisciplinar. Ao longo das últimas três décadas foi dada atenção ao estudo dos fatores neurobiológicos subjacentes à vulnerabilidade à depressão maior juntamente com estressores ambientais e individuais.7  Estes podem  se constituir em fatores etiológicos, desencadeantes, perpetuadores ou agravantes.
De acordo com Sullivan, Neale e Kendler (2000) * todos os estudos familiares duplo-cegos e controlados encontraram taxas mais elevadas de depressão maior entre parentes afetados em comparação com parentes de controles normais, sendo a taxa duas vezes maior nos parentes de primeiro grau de pacientes deprimidos quando comparados a parentes de controles, também de primeiro grau. 7  A hereditariedade da depressão é de 33 a 50% (Levinson, 2006) e, provavelmente, envolva múltiplos genes importantes nas interações genético-ambientais. 8
Vários genes envolvidos na função das monoaminas têm sido implicados na vulnerabilidade à depressão (Levinson, 2006) (...) uma das constatações em estudos genéticos “foi a taxa aumentada de depressão em indivíduos com uma forma ineficiente de transportador de serotonina (...) que também foram expostos a eventos estressantes da vida” (Caspi et. al. 2003; Kendler et. al.,  2005). Daí a necessidade da abordagem diagnóstica e prognóstica ser bio-psico-sócio-ambiental, histórica, cultural e religiosa.

Aspectos Neurobiológicos da Depressão
“O fenômeno depressivo tem como substrato biológico uma série de eventos de desorganização da bioquímica cerebral ainda que parcialmente conhecidos.” 9  A hipótese anti-depressiva baseia-se em aumento imediato da serotonina, noradrenalina e dopamina na sinapse, vários modelos têm enfatizado o papel de monoaminas na depressão e na reposta ao tratamento. 9 Alguns agentes melatoninérgicos também têm feito um importante papel no tratamento da depressão.
Após o início do tratamento com antidepressivos, muito embora ocorra elevação quase imediata dos níveis de monoaminas na fenda sináptica, o efeito terapêutico é lento e a taxa de remissão esperada que esses medicamentos alcançam raramente excedem 50 %. Os benefícios terapêuticos podem ocorrer nas duas primeiras semanas, com alguma melhora já nos três primeiros dias.9 Alguns pacientes possuem uma farmacocinética diferente com os antidepressivos, porém, mesmo assim, estes prazos não são diferentes.
Apesar de todos os avanços já registrados com medicamentos antidepressivos – principalmente inibidores seletivos de recaptação de serotonina e noradrenalina (ISRS e ISRSN), várias necessidades clínicas ainda não são atendidas por esses tratamentos e outros disponíveis, eficazes no tratamento de quadros refratários, melhora dos sintomas cognitivos, início de ação mais rápido, melhora de efeitos colaterais, como: disfunção sexual, efeitos gastrointestinais, alteração do apetite e consequente ganho ou perda de peso. 10



Tratamento Multidisciplinar da Depressão
A predição do curso futuro de uma doença, após sua instalação, as decisões sobre os tratamentos e os procedimentos devem estar baseados em estudos de prognóstico.
O prognóstico da depressão depende de um diagnóstico o mais precoce e adequado possível, assim como da prescrição de um tratamento global e individualizado, sistêmico e dinâmico. O tratamento de manutenção precisa ser contínuo e bem acurado, com uma boa relação médico-paciente e toda a equipe multidisciplinar envolvida.
No amplo, individualizado e complexo diagnóstico da depressão há de se levar em conta a subjetividade humana e suas nuances biológicas, psicológicas, sociais, ambientais, históricas, culturais e religiosas (no sentido também de crenças). Além disto, deve-se ter em mente que, todo e qualquer indivíduo, dependendo das circunstâncias em que se encontre, o mesmo pode estar predisposto a falar a verdade, mentir, omitir, exagerar e/ou amenizar sobre os seus sentimentos, comportamentos e emoções. Estes últimos que podem ser manifestados por dados verbais, também chamados de introspectivos, e dados não verbais ou inspectivos.
            Com a ampla divulgação da depressão na imprensa e na mídia falada, escrita, televisionada e virtual, muitas pessoas se deixam ser influenciadas por quaisquer informações; não tão consistentes e científicas a ponto de lhes serem úteis e eficazes. Por conta disto, há muitos atrasos no diagnóstico, no início e na adesão ao tratamento, o que vem a interferir no prognóstico do quadro clínico.
“O sucesso do tratamento dos pacientes com transtorno depressivo maior é promovido por uma avaliação diagnóstica inicial completa. O tratamento consiste de uma fase inicial de 6 a 8 semanas, quando a remissão é induzida.” 11
Essa avaliação deve conter a história da doença atual; a história psiquiátrica, incluindo tratamentos e respostas a tratamentos anteriores; a história médica geral e a de transtornos por uso de substâncias; história pessoal, sócia e familiar; exame dos estado mental e físico; testes diagnósticos conforme indicado. 12
Deve ser feita também uma cuidadosa avaliação de risco de suicídio e ideação suicida. Pessoas que parecem possuir ideação ou planos suicidas ou homicidas requerem monitoração rigorosa, (...) no entanto, deve-se considerar que é difícil prever tentativas de suicídio e suicídio consumado. 12
“Na fase aguda, além do tratamento psiquiátrico, o médico pode escolher entre várias modalidades de tratamento inicial, incluindo farmacoterapia, psicoterapia ou a combinação de medicamentos e psicoterapia.” 12
No atendimento psicoterápico percebe-se que o paciente só responderá bem à terapia após o início do tratamento farmacológico, quando o paciente já tiver recuperado parte de suas funções cognitivas e for capaz de fazer associações de ideias, responder a estímulos, responder à intervenção no sentido que haja mudanças tanto emocionais quanto comportamentais.
 “Ensaios clínicos mostram que o tratamento farmacológico combinado com psicoterapia tem apresentado resultados mais eficientes na redução e prevenção do reaparecimento de episódios de depressão, do que aqueles apenas medicamentosos (Fleck & Horwath, 2005; Hollon et al., 2005 .” 13
Também a eletroconvulsoterapia (ECT) tem sido usada em pacientes com TDM com alto nível de gravidade de sintomas e prejuízo funcional, bem como em casos nos quais sintomas psicóticos ou catatonia estão presentes. Também em pacientes com necessidade urgente de resposta, como suicidas ou que se recusam a comer ou, ainda, em condições médicas comórbidas que impedem o uso de medicamentos antidepressivos. 12
Pode-se dizer que a taxa de resposta à ECT quando utilizada para pacientes não-refratários é de 80 a 90%. Para os refratários a taxa diminui para para 50 a 60%.Desde a sua introdução no início da década de 1930, a ECT teve um importante desenvolvimento ao ser usada conjuntamente com anestesias e relaxantes musculares que permitiam maior segurança e aceitação.

Depressão em neurologia
A depressão é uma síndrome que pode causar alterações nas funções cognitivas dos pacientes, o que leva à necessidade de um diagnóstico diferencial. (Rozenthal et al., 2004). Os estados neurológicos gerados pela depressão podem, muitas vezes, confundirem-se com quadros neurológicos, pela semelhança da disfuncionalidade. 9
 “Pacientes com depressão atendem formalmente aos critérios para diagnósticos de demência [...] a presença de depressão na terceira idade é uma fator preditor para ocorrência de tal quadro neurológico posteriormente.”9
A perda cognitiva provocada pela depressão reflete-se em anormalidades envolvendo principalmente memória e atenção, podendo incluir função executiva, velocidade psicomotora, raciocínio não verbal e novas aprendizagens.14 “Contudo, a disfunção neurocomportamental associada ao Transtorno Depressivo Maior parece depender de diferenças individuais, com somente alguns indivíduos deprimidos demonstrando comprometimento.”14
Na avaliação neuropsicológica de pacientes deprimidos, áreas cognitivas mais afetadas são: evocação após intervalo de tempo, aquisição da memória, atenção, concentração, flexibilidade cognitiva e abstração (Zakzanis, Leach e Kaplan, 1999). Entretanto, é importante ressaltar que nem todos os pacientes deprimidos apresentam estes déficits. Estudos demonstraram que os déficits de memória associados à depressão são similares aos de pacientes com disfunção subcortical (por exemplo, doença de Hungtington) (Laks et al, 1999).
A área cerebral mais estudada tem sido a região frontal e suas conexões, isso explica a presença de sintomas disexecutivos em pacientes com TDM, como dificuldades em tarefas de resolução de problemas, tomada de decisões.13
“Outra importante função das áreas das áreas frontais é a modulação de estruturas límbicas e do tronco encefálico, as quais coordenam os comportamentos emocionais, o que vem incluir sintomas como a inibição e, a queda de volição e a apatia.”
Cerca de 30 a 50 % dos pacientes deprimidos não se recuperam mais da depressão, o que vale também para alguns déficits cognitivos que persistem após a remissão da doença, bem como, algumas anormalidades neuroatômicas após a melhora do quadro. 13
Porém deve-se levar em consideração que os dados estatísticos não podem ser considerados como empecilhos para um tratamento o mais otimista possível.

Recuperação clínica e funcional da Depressão


O conceito ampliado de funcionalidade abrange diferentes domínios onde estão incluídas áreas como trabalho (a capacidade de executar tarefas e atividades relacionadas ao trabalho), cuidados pessoais, funcionalidade social, a família e a área cognitiva.15
Trata-se da capacidade de executar atividades ou funções da forma esperada ou necessária. Assim, a funcionalidade social tem sido definida como "a capacidade de um indivíduo para cumprir e executar uma função social normal " ou" interação do indivíduo com o seu meio ambiente e a capacidade de exercer o seu papel dentro dele ".
“A melhora funcional é  o objetivo a se obter com o tratamento da depressão maior. [...] O DSM V  define remissão como a ausência de sintomas e sinais significativos por um período prolongado. Na prática, a remissão é frequentemente conceitualizada como a ausência de sintomas por ao menos 3 meses.”  16
A remissão também pode ser vista, na prática clínica, dependendo do paciente, pela ausência de humor depressivo e ausência de perda de interesse durante pelo menos 3 semanas, com não mais de 3 dos restantes sintomas depressivos.
 “Cerca de 30 a 60% dos estados depressivos são resistentes aos tratamentos habituais, estes não remitem após a primeira tentativa de tratamento. O STAR*D(*) mostrou que 50% dos pacientes chegam à remissão com uma segunda tentativa, seja pela troca do medicamento ou por meio de estratégias de combinação [...] as chances de remissão diminuem à medida que aumenta o número de tentativas prévias malsucedidas.10 
Apesar dos grandes esforços em pesquisa para se chegar a um entendimento da base biológica e genética do TDM   e outros transtornos, a psicofarmacologia ainda não trouxe uma solução completa para os transtonos mentais graves. 17
São comuns os fracassos de tratamentos, sintomas residuais e recorrências. “O índice de remissão para o tratamento de depressão maior varia de cerca de  37 a 13%, dependendo da medicação tentada anteriormente.” *
Outro fator a ser considerado é o estresse. “Estudos relacionaram o estresse  com um atraso estatisticamente significativo na recuperação funcional após a recuperação clínica, que varia de 26 dias em relação ao funcionamento familiar, a 58 dias em relação aos relacionamentos sociais, e 112 dias com relação ao trabalho / escola”.  18
O eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenal (HHA), é o principal responsável pela resposta do organismo a um estímulo estressor. A hiperatividade deste eixo na depressão é um dos achados mais consistentes da psiquiatria. Pacientes com transtorno depressivo apresentam concentrações aumentadas de cortisol no plasma, na urina, no liquido cérebro-espinhal, aumento das glândulas adrenais e hipófise. 10 Apesar das evidências que associam o estresse à depressão, nem todos os pacientes com depressão apresentam estas alterações.
“O tratamento farmacológico, apesar de prioritário, algumas vezes não é suficiente para uma recuperação completa (sintomática e funcional) do paciente e as abordagens psicossociais têm demonstrado cada vez mais sua eficácia na melhora destes fatores e na obtenção de uma melhor qualidade de vida ao longo do tratamento.” 16
 “ A Psicoeducação, através de matérias jornalísticas folhetos explicativos, blogs, entre outros,  tem sido cada vez mais utilizada como coadjuvante no tratamento de diversos transtornos psiquiátricos e sua eficácia no tratamento da depressão também já foi bem estabelecida.”19. Com o avanço tecnológico e a globalização das informações em todas as áreas, incluindo a depressão, as pessoas procuram se informar em diversos meios impressos e eletrônicos, porém nem sempre confiáveis. Há relatos, inclusive, de páginas na rede internacional de computadores (internet) ensinando como a pessoa pode se suicidar. Daí a necessidade premente dos profissionais de saúde discutirem com os seus pacientes quais são os seus conhecimentos prévios sobre a sua enfermidade, a fim de dirimirem dúvidas e corrigirem os mitos ou as informações por vezes equivocadas. A Medicina e as outras áreas da saúde necessitam estar cada vez mais socializadas e interligadas com as tecnologias da informação.
Os grupos de apoio, como a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA), cada vez mais têm se expandido e se consolidado com a missão de trocar informações e  experiências, buscar soluções, dar conforto uns aos outros e possibilitar o desenvolvimento do sentimento de pertencimento, informar e educar a sociedade sobre a natureza dos transtornos afetivos.Além de apoiar psicossocialmente os portadores de depressão, transtorno bipolar, seus familiares e amigos. 
O objetivo final do cuidado do paciente deve ser sua reintegração à sociedade, por meio de uma vida produtiva, juntamente ao tratamento dos sintomas da doença.16   Há de se verificar as suas estratégias de enfrentamento do problemas.
Muitas pessoas, diante de eventos traumáticos e estressantes, procuram o apoio profissional, enquanto outras enfatizam o problema ou a vitimização. A esta variedade individual de processamento da memória com relação ao fator estressor dá-se o nome de resiliência. As formas de enfrentamento de cada paciente se diferem individualmente, assim como  o conjunto das estratégias utilizadas para adaptação às circunstâncias adversas.
A terapia cognitiva associada a técnicas comportamentais (TCC) e o  tratamento farmacológico, têm se mostrado um importante recurso  de enfretamento da doença. A objetividade da TCC e o papel ativo do paciente tendem a favorecer a remissão dos sintomas e a prevenção de recaídas, tendo como objetivo a redução do sofrimento causado pelos episódios depressivos. 10
A maior parte das terapias, inclusive a TCC, pode ter de aguardar até que as emoções se acalmem. Quando as emoções estão alteradas pode ser especialmente difícil utilizar técnicas cognitvas tradicionais de reestruturação, causando, assim, mais estresse ao paciente. Na prática clínica, percebe-se que a experiência mais problemática para os pacientes é a sensação de estarem sendo dominados pela emoção e não saberem lidar com este sentimento. Muitas vezes adotam comportamentos problemáticos como: abuso de álcool e drogas, ruminações, autorecriminações, compulsação alimentar, comportamento sexual/pornográfico compulsivo, responsabilização de outras pessoas, ou seja, estratégias autodestrutivas.
Desenvolver habilidades de regulação emocional pode ajudar estes pacientes a aprender novas formas de pensamentos e comportamentos, por conseguinte novas reações, mais adequadas frente ao sofrimento.

Discussão e Conclusões

Na nossa prática clínica, no que tange à hereditariedade, a relação familiar se comprova ao atendermos indivíduos pertencentes a famílias com histórico de depressão maior que se repete, às vezes, por gerações.
Quanto aos déficits cognitivos há um limite tênue, haja vista que, em muitos casos, dependerá mais do paciente em buscar soluções como: treino cognitivo e exercícios que promovam a estimulação das funções cognitivas do que o próprio tratamento.
O tratamento farmacológico associado a psicoterapia como melhor recurso de enfrentamento também fica comprovado na prática clínica.
O objetivo do tratamento é a recuperação do paciente para que este tenha uma vida produtiva, reintegrado à sociedade e em sua relações interpessoais com melhor qualidade de vida possível.
A alta prevalência da depressão leva os indivíduos deprimidos à procura dos serviços de saúde. É digno de nota a necessidade de maior atenção no planejamento de políticas públicas de saúde voltadas para tais condições. A assistência médica destes indivíduos, por sua característica intermitente e de longo prazo, gera altos custos financeiros e prejudica o desempenho da atividade profissional e social dos pacientes.

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